Cloudflare Cache: Lançamento da Compressão Zstandard e Pingora
A Cloudflare, empresa responsável por proteger e acelerar cerca de uma em cada cinco requisições HTTP da internet, acaba de oficializar um Cloudflare Cache lançamento que redefine a economia de armazenamento em suas bordas. A novidade combina o novo proxy Pingora — substituto do Nginx na infraestrutura da Cloudflare — com o algoritmo de compressão Zstandard para aumentar em vários petabytes a capacidade efetiva do cache global sem adicionar um único disco ou servidor. Para engenheiros de infraestrutura, SREs e desenvolvedores que operam aplicações de alto tráfego, isso significa menos evicções, cache hit ratio maior e custo por requisição reduzido.
O anúncio chega em um momento em que as redes de entrega de conteúdo deixaram de ser apenas camadas de aceleração estática para se tornarem plataformas completas de edge computing. Em 2026, a disputa entre Cloudflare, Akamai, Fastly e AWS CloudFront gira em torno de quem consegue armazenar mais conteúdo relevante próximo ao usuário final sem explodir os custos de hardware. A Cloudflare, com mais de 300 cidades em mais de 100 países e o AS AS13335, aposta em software inteligente para extrair eficiência do silício existente.
Para o mercado brasileiro, a relevância é imediata. Provedores de conteúdo, e-commerce, fintechs e plataformas de streaming que operam no país enfrentam picos de tráfego em eventos sazonais — como Black Friday, lançamentos de produtos e transmissões ao vivo — e latência elevada em regiões distantes dos grandes data centers. Um cache mais denso e eficiente na borda reduz a dependência de origem, melhora o Tempo para Primeiro Byte (TTFB) e contribui para a conformidade com a LGPD, já que menos tráfego precisa cruzar fronteiras ou depender de infraestrutura terceirizada.
Historicamente, a Cloudflare evoluiu seu cache de um simples armazenamento em disco nos PoPs para uma arquitetura em camadas com Tiered Cache, Cache Reserve baseado no object storage R2 e agora compressão nativa no plano de dados. Este post explora os detalhes técnicos do novo recurso, compara com as alternativas do mercado e apresenta um guia prático de configuração. Ao final, você entenderá por que esse Cloudflare Cache lançamento pode ser o upgrade de performance mais barato que a sua infraestrutura receberá este ano.
Nós, da JRT Technology Solutions, que configuramos e gerenciamos Cloudflare para clientes corporativos — CDN, WAF, Zero Trust e Workers —, acompanhamos de perto esse tipo de evolução. Nossos especialistas em infraestrutura CDN recomendam validar o impacto do novo cache em ambientes de staging antes de habilitá-lo em produção, especialmente para workloads com objetos pequenos e alta taxa de leitura.
O Anúncio: Cloudflare Cache Lançamento Redefine Armazenamento na Edge
No dia 1º de setembro de 2026, a Cloudflare publicou um artigo técnico no blog oficial detalhando como sua equipe prototipou a compressão dentro do cache de conteúdo para responder a uma pergunta simples: seria possível obter mais espaço de cache com o mesmo hardware? O resultado foi um Cloudflare Cache lançamento que introduz a compressão Zstandard diretamente no plano de dados do proxy Pingora, reduzindo o footprint de armazenamento de objetos web sem adicionar latência perceptível às respostas já cacheadas.
O experimento partiu de uma observação óbvia para quem administra CDNs: grande parte dos objetos armazenados em cache é composta por textos, HTML, CSS, JavaScript, JSON e SVG — formatos altamente compressíveis. Ao manter esses arquivos comprimidos em disco e descomprimir apenas no momento da entrega, a capacidade efetiva do cache pode crescer dezenas de pontos percentuais. A Cloudflare estima que a técnica possa economizar petabytes de armazenamento em toda a sua frota global.
O que torna o anúncio notável não é apenas a compressão, mas a escolha do Pingora como camada de execução. O Pingora é o proxy HTTP desenvolvido internamente pela Cloudflare em Rust, projetado para substituir o Nginx em sua rede. Ele já processa trilhões de requisições por dia e oferece um modelo de filtros programáveis que permite implementar compressão de cache sem forçar o payload a sair da memória entre estágios. Isso evita o clássico problema de dupla serialização que assombra arquiteturas baseadas em proxies externos e bibliotecas de compressão desconectadas.
Além do cache HTTP, a Cloudflare também anunciou melhorias significativas no cache do resolvedor 1.1.1.1. A equipe de infraestrutura economizou 100 terabytes de memória ao otimizar o layout das entradas de cache DNS do projeto Big Pineapple, reduzindo o consumo por entrada em 56%. Embora seja um produto distinto do cache de conteúdo, o anúncio conjunto reforça o compromisso da empresa com a eficiência de armazenamento em todos os níveis da pilha.
Para clientes, o novo recurso chega primeiro ao plano Enterprise como beta, com liberação gradual para Pro e Business ao longo do trimestre. A ativação é feita por zona, permitindo que operadores testem o comportamento em domínios selecionados antes de estender a toda a produção. O recurso é compatível com Tiered Cache e Cache Reserve, e respeita as configurações existentes de cache-control, Bypass Cache on Cookie e Cache Everything.
O Que É o Cloudflare Cache Lançamento: Zstandard e Pingora em Ação
O novo Cloudflare Cache lançamento integra a compressão Zstandard (zstd) ao pipeline de leitura e escrita do cache da Cloudflare. O Zstandard é um algoritmo moderno de compressão desenvolvido pelo Facebook, agora mantido pela Linux Foundation, que oferece um equilíbrio superior entre taxa de compressão e velocidade. Diferente do gzip (DEFLATE), o zstd usa dicionários adaptativos, entropia FSE e huffman em estágios, permitindo que o mesmo dado seja descomprimido até duas vezes mais rápido em cenários de cache hit.
No Pingora, a implementação utiliza um filtro de cache que intercepta o corpo da resposta antes da gravação em disco. Se o objeto é elegível para compressão — geralmente conteúdo textual com tamanho acima de um limiar configurável, tipicamente 1 KB — o proxy aplica zstd com um dicionário compartilhado por tipo de conteúdo. Esse dicionário permite que objetos pequenos, como fragmentos de JSON, alcancem taxas de compressão que seriam impossíveis com compressão individual.
Na leitura, o processo é simétrico: o objeto é descomprimido em memória e entregue ao cliente com os headers originais preservados. A Cloudflare pode, opcionalmente, servir o conteúdo já comprimido com Content-Encoding: zstd quando o cliente anuncia suporte, o que reduz ainda mais o tráfego de saída. Para navegadores modernos, isso se traduz em transferências menores e renderização mais rápida, especialmente em conexões móveis.
Um detalhe importante é que a compressão é aplicada somente a objetos que não são armazenados em formatos já comprimidos, como imagens JPEG, PNG, WebP, vídeos MP4 ou arquivos zip. O Pingora identifica o tipo MIME e aplica uma heurística de custo-benefício: se a compressão não reduz o tamanho em pelo menos 10%, o objeto é mantido sem compressão. Isso evita desperdício de CPU em dados incompressíveis.
Além disso, o recurso funciona em conjunto com o Cache Reserve. Objetos raramente acessados podem ser comprimidos e movidos para o armazenamento de longo prazo no R2, que não cobra egress fees. Quando um cliente solicita um objeto frio, o Pingora descomprime na borda e entrega a resposta. Isso reduz tanto o custo de armazenamento quanto o tempo de recuperação frente a arquiteturas que dependem de origem.
Por Que o Cloudflare Cache Lançamento Importa para Desenvolvedores e Empresas
Para quem opera serviços de produção, o benefício primário do novo Cloudflare Cache lançamento é o aumento do cache hit ratio. Quando o cache local de um PoP fica cheio, algoritmos de evicção — como LRU — removem objetos antigos para dar lugar a novos. Com cada objeto ocupando menos espaço, mais conteúdo pode permanecer residente em disco, reduzindo a probabilidade de um cache miss que exige uma viagem até a origem.
Considere uma aplicação de e-commerce com catálogo de 10 milhões de SKUs. Antes, o cache podia manter apenas 15% do catálogo em hot storage, forçando o restante a buscar no banco de dados de origem. Com a compressão zstd, a mesma capacidade física pode acomodar 30% ou mais do catálogo, cortando pela metade as consultas à origem durante picos. Isso se traduz em menor latência p95, menor carga no banco e menor custo de escalabilidade vertical.
Os benefícios vão além da performance:
- Redução de custos de infraestrutura: menos servidores de origem necessários para absorver picos, menos armazenamento SSD/NVMe nos PoPs e menor consumo de largura de banda de saída quando o cliente suporta zstd.
- Melhoria na experiência do usuário: tempos de resposta mais estáveis, TTFB reduzido e carregamento mais rápido em redes móveis, especialmente em regiões distantes dos data centers principais.
- Resiliência operacional: com mais conteúdo servido da borda, falhas parciais na origem ou em links de backbone têm impacto menor sobre os usuários finais.
- Conformidade e soberania: manter dados mais próximos do usuário ajuda a cumprir requisitos da LGPD e reduzir transferências internacionais de dados pessoais.
- Economia de energia: menos discos acessados e menos tráfego de rede resultam em menor consumo energético por requisição, alinhado às metas ESG corporativas.
Desenvolvedores que usam Workers, Pages e R2 também são impactados indiretamente. A função Cache API dos Workers passa a se beneficiar da compressão automática quando o novo filtro está ativo na zona. Aplicações que montam respostas dinâmicas com base em dados do KV ou D1 podem ter seus resultados armazenados de forma mais compacta, ampliando a janela de cache e reduzindo a frequência de execução de código na borda.
Na JRT Technology Solutions, já observamos cenários em que clientes de mídia e notícias reduziram em até 40% o tráfego até a origem apenas com Tiered Cache e otimizações de cache-control bem configuradas. Com a nova compressão zstd, projetamos ganhos adicionais de 20% a 35% na capacidade útil do cache para workloads textuais pesados, sem custo extra de licenciamento.
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