VPN ou Zero Trust: acesso remoto seguro para empresas

VPN ou Zero Trust: acesso remoto seguro para empresas

A decisão entre VPN ou Zero Trust deixou de ser apenas uma discussão técnica e passou a ocupar o centro das estratégias de cibersegurança corporativa. O trabalho remoto consolidado, a expansão de aplicações na nuvem e o aumento dos ataques baseados em identidade colocaram pressão sobre os modelos tradicionais de conectividade. Gestores de TI, CISOs e equipes de service desk precisam responder a uma pergunta objetiva: continuar ampliando a infraestrutura de túneis VPN ou migrar para uma arquitetura de verificação contínua com Zero Trust? A resposta, como mostra o mercado em 2026, raramente é binária. Na verdade, a escolha entre VPN ou Zero Trust depende do tipo de carga de trabalho, do perfil de risco e do nível de maturidade operacional de cada organização. Na JRT Technology Solutions, implementamos projetos de acesso remoto seguro que combinam ambos os modelos de forma pragmática, sempre orientados pela necessidade real do negócio e não por modismos do setor.

O cenário atual reforça a urgência desse debate. Uma análise recente publicada pela Success Knocks sobre VPN vs zero trust for remote teams compared aponta que nem toda carga de trabalho é uma aplicação web limpa. Equipes de engenharia muitas vezes precisam de acesso de camada 3 para ferramentas de diagnóstico, sistemas industriais e aplicações legadas de linha de negócio ainda exigem conectividade em nível de IP. Links site-to-site entre escritórios ou para redes privadas em nuvem continuam operando sobre VPN ou equivalentes SD-WAN. Isso significa que, mesmo com a ascensão do Zero Trust, a infraestrutura de túnel não desapareceu — ela foi reposicionada. Na JRT Technology Solutions, enxergamos essa mudança como uma oportunidade para redesenhar o perímetro digital sem interromper a operação, preservando o que funciona e eliminando o que se tornou vetor de ataque.

Outro fator que alimenta o debate é a evolução das ameaças. Durante o Mês de Conscientização em Cibersegurança de 2026, a ColorTokens divulgou que atacantes exploram a confiança por meio de personificação, movimentação lateral e uso indevido de credenciais legítimas. O modelo tradicional de VPN ainda carrega uma premissa perigosa: depois que o usuário se autentica no túnel, ele se torna parte da rede interna com acesso potencialmente amplo. O Zero Trust inverte essa lógica ao assumir que nenhum usuário, dispositivo ou fluxo de tráfego é confiável por padrão. A verificação passa a ser contínua, contextual e baseada em políticas dinâmicas. Esse contraste entre confiança implícita e verificação explícita é o coração da decisão entre VPN ou Zero Trust. Nossos especialistas utilizam esse princípio para avaliar o nível de exposição de cada cliente antes de recomendar uma arquitetura.

O mercado também está se consolidando rapidamente. A notícia de que a SAIC concluiu a aquisição da Information Security Corporation (ISC), anunciada em 5 de outubro de 2026, mostra o apetite por capacidades de Zero Trust, criptografia pós-quântica e proteção de dados em ambientes governamentais e de defesa. Esse movimento sinaliza que a segurança de acesso remoto não é mais um item operacional isolado, mas um pilar estratégico de soberania digital. Ao mesmo tempo, veículos como o iTWire publicam comparativos de serviços VPN de nível corporativo, comprovando que a demanda por túneis seguros segue relevante. A convivência entre os dois mundos é real. Por isso, neste post vamos explorar em profundidade quando escolher VPN ou Zero Trust, quais critérios usar na decisão e como a JRT Technology Solutions desenvolve, implementa e oferece suporte a soluções híbridas de acesso remoto seguro para empresas de todos os portes.

Abordaremos os limites do Zero Trust no navegador, os riscos dos scripts de terceiros, os casos em que a VPN ainda é insubstituível e as melhores práticas para migração gradual. O objetivo é entregar um guia técnico completo, baseado em fontes atualizadas de outubro de 2026, que ajude gestores de TI a tomar decisões informadas sem cair em discursos absolutos. Vamos começar pelos fundamentos e avançar até a implementação prática.

O que é VPN corporativa e onde ela ainda vence

A VPN corporativa é um túnel criptografado que conecta usuários remotos à rede interna da empresa, simulando a presença física do dispositivo no escritório. Durante décadas, esse modelo foi a espinha dorsal do acesso remoto, permitindo que colaboradores acessassem servidores de arquivos, sistemas ERP e intranets como se estivessem conectados à rede local. O protocolo IPsec ou SSL/TLS garante a confidencialidade dos dados em trânsito, enquanto a autenticação por usuário e senha — muitas vezes reforçada por MFA — controla o acesso inicial ao túnel. A simplicidade operacional e a compatibilidade universal com aplicações legadas explicam por que a VPN ainda é amplamente utilizada em 2026. Na JRT Technology Solutions, mantemos infraestruturas de VPN para clientes que operam sistemas industriais, bancos de dados on-premises e ferramentas de gerenciamento de rede que não foram desenhadas para o modelo de aplicação web.

O comparativo publicado pelo iTWire sobre os 7 principais serviços de VPN para trabalho remoto reforça essa realidade. A matéria destaca opções como Twingate, descrita como uma alternativa que transforma o acesso em um modelo orientado por identidade, e o Cloudflare Access, que integra o Zero Trust ao mesmo painel de DNS, CDN e defesa contra DDoS. Mesmo entre fornecedores de VPN de nova geração, a linguagem do Zero Trust está presente. Isso indica que o setor reconhece os limites do túnel tradicional, mas também que a conectividade em nível de rede continua necessária para determinados fluxos. Quando uma equipe de engenharia precisa executar traceroute, acessar um switch de borda ou depurar um problema de roteamento, a VPN com acesso de camada 3 é a ferramenta natural. Não se trata de teimosia tecnológica, mas de adequação ao caso de uso.

Há pelo menos quatro cenários em que a VPN mantém vantagem clara sobre o Zero Trust puro:

  • Acesso a sistemas legados: aplicações de linha de negócio que dependem de portas TCP/UDP específicas, broadcast ou protocolos proprietários raramente se adaptam bem a proxies de aplicação do Zero Trust.
  • Ferramentas de diagnóstico de rede: administradores de infraestrutura precisam de conectividade IP completa para executar varreduras, coletar logs de roteadores e validar políticas de firewall.
  • Links site-to-site: interconexão entre filiais, data centers e nuvens privadas continua sendo dominada por túneis VPN ou SD-WAN, especialmente em ambientes híbridos e industriais.
  • Acesso a ambientes OT/ICS: redes de controle industrial frequentemente não suportam agentes de identidade modernos, exigindo conectividade controlada em nível de rede.

A manutenção de uma VPN corporativa, porém, não é trivial. O service desk lida constantemente com chamados de túnel desconectado, conflito de rotas, clientes desatualizados e problemas de split tunneling. A experiência do usuário piora quando a política de segurança exige que todo o tráfego passe pelo concentrador, gerando latência e gargalos desnecessários. Na JRT Technology Solutions, adotamos uma abordagem de segmented VPN, na qual apenas o tráfego destinado aos sistemas internos é roteado pelo túnel, enquanto o restante segue direto para a internet. Essa prática reduz o consumo de banda, melhora a performance e diminui a superfície de ataque — um passo intermediário importante antes de qualquer discussão sobre VPN ou Zero Trust.

Outro ponto crítico é a atualização constante de appliances e clientes VPN. Vulnerabilidades em concentradores já foram exploradas em ataques massivos no passado, e o custo de mitigação recai sobre as equipes de infraestrutura. Manter um inventário de versões, aplicar patches de segurança e monitorar logs de autenticação são tarefas essenciais. Nossos especialistas utilizam automação para detectar clientes desatualizados e forçar a atualização antes que o acesso seja liberado, reduzindo o risco de exploração de falhas conhecidas. A lição é clara: a VPN pode ser segura, desde que rigorosamente gerenciada, segmentada e integrada a políticas modernas de autenticação e monitoramento contínuo.

O que é Zero Trust e por que ele redefine a segurança de acesso

O Zero Trust é um modelo de segurança baseado no princípio de que nenhuma entidade — usuário, dispositivo, aplicação ou rede — deve ser considerada confiável por padrão. Toda solicitação de acesso precisa ser autenticada, autorizada e validada continuamente, independentemente da origem. Em vez de um perímetro único protegido por VPN, o Zero Trust distribui controles de política na camada de identidade, no dispositivo e na aplicação. O resultado é uma redução significativa da superfície de ataque e da movimentação lateral. A ColorTokens, em sua análise do Mês de Conscientização em Cibersegurança de 2026, destaca que atacantes exploram justamente a confiança implícita para se mover dentro das redes corporativas. Ao eliminar essa confiança, o Zero Trust limita o impacto de credenciais comprometidas e de acessos indevidos.

Os pilares do Zero Trust incluem verificação contínua, acesso de privilégio mínimo, microssegmentação, telemetria rica e automação de políticas. A verificação contínua analisa sinais como localização geográfica, horário de acesso, postura do dispositivo, comportamento do usuário e sensibilidade do recurso solicitado. Se um funcionário que normalmente acessa de São Paulo tenta entrar de outro país às 3h da manhã, o sistema pode exigir autenticação adicional ou bloquear o acesso. O privilégio mínimo garante que cada usuário enxergue apenas os recursos necessários para sua função, e nada além disso. Já a microssegmentação impede que uma eventual invasão a um servidor se espalhe para outros ativos da rede. Na JRT Technology Solutions, implementamos plataformas de Zero Trust Network Access (ZTNA) que substituem o túnel tradicional por acesso direto e contextual a aplicações específicas.

Um dos principais diferenciais do Zero Trust é a eliminação do acesso implícito à rede. Em um modelo VPN clássico, o usuário autenticado ganha um endereço IP na rede interna e, a partir dali, pode tentar alcançar qualquer host visível, dentro dos limites da segmentação existente. No Zero Trust, o acesso é concedido por aplicação, não por rede. O colaborador é autenticado no plano de identidade, o dispositivo é validado quanto a patches e conformidade, e somente então um túnel ou proxy específico é estabelecido para o recurso solicitado. Se o usuário tentar acessar um segundo sistema, uma nova avaliação de política ocorre. Esse modelo reduz drasticamente o raio de impacto de um ataque de credential stuffing ou de uma conta sequestrada. Nossos especialistas utilizam esse princípio para desenhar soluções de cibersegurança corporativa que protegem tanto o acesso remoto quanto os fluxos internos de dados.

No entanto, o Zero Trust não é uma tecnologia única que se compra e se instala. É uma arquitetura composta por múltiplas camadas de controle, que exigem integração entre IAM, MDM/UEM, SIEM, CASB, microssegmentação e ZTNA. A implementação demanda um inventário preciso de ativos, classificação de dados e definição de políticas baseadas em risco. Para organizações com maturidade de gestão de identidade ainda baixa, o caminho até o Zero Trust pleno pode ser longo. A boa notícia é que existem etapas intermediárias de alto valor, como habilitar MFA em todas as contas, aplicar condicional access em aplicações críticas e monitorar autenticações anômalas. Na JRT Technology Solutions, conduzimos avaliações de maturidade para mapear o caminho mais curto e menos disruptivo para cada cliente, respeitando a realidade de sua operação de gestão de TI e service desk.

O Zero Trust também muda a forma como o service desk opera. Em vez de liberar acesso a rede, as equipes passam a gerenciar políticas de identidade, revisar solicitações de acesso just-in-time e investigar alertas comportamentais. Isso exige treinamento e novas ferramentas, mas reduz drasticamente chamados de natureza operacional, como conflitos de túnel e problemas de rota. Para empresas que desejam escalar o suporte sem aumentar a equipe, a automação de provisionamento e desprovisionamento de acessos com IA é um diferencial competitivo. Desenvolvemos soluções com automação inteligente que reduzem o tempo de resposta e eliminam erros manuais no gerenciamento de permissões, integrando o Zero Trust à rotina de operação de TI.

VPN ou Zero Trust: comparativo técnico para decisão

Comparar VPN ou Zero Trust exige ir além do discurso de mercado. As duas abordagens atendem a necessidades diferentes e apresentam trade-offs reais em segurança, experiência do usuário, custo e complexidade de operação. Uma VPN bem configurada pode ser mais segura do que um Zero Trust mal implementado, e um Zero Trust maduro pode oferecer uma experiência melhor do que uma VPN congestionada. A decisão correta depende de uma análise criteriosa do ambiente de TI, do perfil de aplicações e do nível de risco aceitável. Na JRT Technology Solutions, utilizamos um framework de avaliação que pondera esses fatores antes de recomendar uma arquitetura de acesso remoto.

Uma das dimensões mais importantes é a superfície de exposição. A VPN expõe o concentrador à internet e, uma vez estabelecido o túnel, o usuário passa a ter presença na rede interna. Se o concentrador for comprometido por uma vulnerabilidade não corrigida, o impacto pode ser catastrófico. O Zero Trust, por outro lado, mantém as aplicações atrás de proxies e gateways de identidade, sem expor a rede interna diretamente. Ataques de varredura de portas e exploração de serviço tornam-se menos viáveis quando não há um endpoint de túnel acessível publicamente. Esse é um dos motivos pelos quais o Cloudflare Access e o Twingate ganharam espaço no mercado corporativo: ambos ocultam a infraestrutura de origem e exigem validação de identidade antes de qualquer conexão.

A experiência do usuário é outro divisor de águas. Uma VPN tradicional força o tráfego de volta para o data center, o que pode gerar latência em equipes distribuídas geograficamente. Quando o colaborador está no Brasil e a aplicação está em uma nuvem nos Estados Unidos, rotear o tráfego pelo concentrador no Brasil só adiciona tempo de resposta. O split tunneling resolve parte do problema, mas exige configuração cuidadosa para não vazar tráfego corporativo. O Zero Trust, por trabalhar com acesso direto à aplicação por meio de proxies distribuídos, tende a oferecer melhor performance em cenários de nuvem e colaboração com terceiros. Em contrapartida, para aplicações que dependem de conectividade de camada 3, a experiência da VPN continua superior, pois o Zero Trust de aplicação não atende a esse tipo de necessidade.

Segue um comparativo técnico entre as duas abordagens:

Critério VPN corporativa Zero Trust
Modelo de confiança Confiança implícita após autenticação no túnel Verificação contínua e contextual, sem confiança prévia
Granularidade do acesso Em nível de rede; usuário acessa segmentos inteiros Por aplicação e por sessão, com privilégio mínimo
Suporte a legados Excelente para camada 3, OT/ICS e site-to-site Limitado a aplicações web e fluxos com agente compatível
Experiência do usuário Pode sofrer latência e conflitos de rota Acesso direto e geralmente mais ágil em nuvem
Superfície de ataque Concentrador exposto e rede interna alcançável Aplicações ocultas atrás de proxy e identidade
Complexidade de implantação Baixa a moderada, com curva de aprendizado curta Alta, exige integração com IAM, MDM e SIEM

A análise da Success Knocks reforça que o movimento inteligente não é “arrancar fora” a VPN, mas reposicioná-la. Em casos de sistemas industriais, aplicações legadas e fluxos de administração de rede, a conectividade em nível de IP continua insubstituível. Já para aplicações web, colaboração em nuvem e acesso de terceiros, o Zero Trust oferece vantagens claras de segurança e granularidade. A combinação das duas abordagens, com governança centralizada, é o caminho adotado pela maioria das empresas maduras. Na JRT Technology Solutions, entregamos projetos híbridos nos quais a VPN atende a nichos específicos e o Zero Trust cobre a maior parte das cargas de trabalho, reduzindo risco sem sacrificar a operação.

Também é importante considerar o custo total de propriedade. A VPN costuma ter custo inicial menor, especialmente quando a empresa já possui appliances ou firewalls com essa funcionalidade. Porém, à medida que a base de usuários cresce, os custos de licenciamento, hardware e suporte tendem a aumentar. O Zero Trust, por sua vez, exige investimentos em plataformas de identidade, agentes em dispositivos e integração com serviços de segurança, mas reduz custos indiretos com incidentes, movimentação lateral e suporte a túneis problemáticos. No longo prazo, o Zero Trust tende a ser mais econômico em ambientes com grande número de usuários remotos e aplicações distribuídas. Desenvolvemos modelos de análise financeira que comparam esses cenários com base no perfil de cada cliente, garantindo que a decisão entre VPN ou Zero Trust seja sustentada por dados e não por percepções.

VPN ou Zero Trust: quando cada modelo resolve o problema

A pergunta “VPN ou Zero Trust?” não deve ser respondida no abstrato. A escolha certa emerge da análise das cargas de trabalho, dos usuários e dos fluxos de dados. Em ambientes onde predominam aplicações web modernas, APIs e serviços em nuvem, o Zero Trust é a opção natural. Em ambientes com forte presença de sistemas legados, redes industriais e ferramentas de administração de infraestrutura, a VPN — ou um túnel de camada 3 gerenciado — ainda é necessária. A Success Knocks exemplifica essa distinção com clareza: equipes de engenharia que precisam de layer-3 access para ferramentas de diagnóstico não encontram no Zero Trust de aplicação uma alternativa viável. O mesmo vale para links entre escritórios, que continuam sobre VPN ou SD-WAN.

Para decidir, recomendamos classificar os recursos em três categorias: acesso a aplicações web, acesso a sistemas legados/OT e conectividade entre redes. Na primeira categoria, o Zero Trust deve ser o padrão, com autenticação forte, validação de dispositivo e acesso condicional. Na segunda, é possível manter um túnel VPN segmentado, restrito a um grupo reduzido de usuários técnicos e com forte monitoramento de sessão. Na terceira, a VPN site-to-site ou o SD-WAN seguem como solução de transporte, mas com políticas de segmentação e inspeção de tráfego nos pontos de terminação. Essa classificação evita o erro comum de forçar uma única tecnologia para resolver problemas de naturezas distintas.

Um caso concreto ajuda a ilustrar. Uma indústria de manufatura com sistemas SCADA e CLP na planta precisa que engenheiros de automação acessem remotamente a rede industrial. Nesse cenário, o Zero Trust de aplicação não funciona porque os protocolos industriais não foram desenhados para intermediação por proxy web. A solução adequada envolve uma VPN com forte autenticação, criptografia robusta, segmentação entre a rede corporativa e a rede industrial, e monitoramento contínuo de sessões privilegiadas. Na JRT Technology Solutions, implementamos exatamente esse tipo de arquitetura para clientes do setor industrial, combinando VPN segmentada com políticas de Zero Trust na camada de identidade e de acesso administrativo. O resultado é um modelo de segurança em camadas, no qual cada recurso recebe o controle mais adequado.

Já para uma empresa de serviços com centenas de vendedores que acessam apenas um CRM em nuvem e um portal de relatórios, manter uma VPN clássica é desnecessário e arriscado. A melhor prática é adotar um ZTNA que autentique cada usuário no provedor de identidade, valide a postura do dispositivo e conecte diretamente à aplicação. Se o dispositivo não estiver com o antivírus atualizado ou o sistema operacional com os patches em dia, o acesso é negado ou limitado. Essa abordagem reduz o risco de movimentação lateral e simplifica a experiência do colaborador, que não precisa lidar com clientes de túnel e conflitos de rede. Nossos especialistas utilizam plataformas de ZTNA integradas a Microsoft Entra ID, Google Workspace e Okta para entregar esse modelo em poucas semanas.

O ponto central é que a coexistência entre VPN ou Zero Trust não é sinal de indecisão, mas de maturidade. Empresas que adotam um modelo híbrido conseguem atender simultaneamente a demandas de modernização e de compatibilidade com sistemas críticos. O erro está em manter uma VPN inchada e sem segmentação por inércia, ou em tentar migrar tudo para Zero Trust sem avaliar as restrições dos sistemas legados. A JRT Technology Solutions recomenda uma abordagem orientada por dados, começando por um inventário de aplicações e fluxos de acesso, seguido de uma análise de risco e de um plano de migração em fases. Essa metodologia evita surpresas e garante que cada investimento em segurança gere retorno mensurável.

O fator confiança: como atacantes exploram credenciais e o que o Zero Trust mitiga

O Mês de Conscientização em Cibersegurança de 2026 trouxe um alerta contundente da ColorTokens: atacantes não invadem sistemas apenas explorando vulnerabilidades técnicas, mas principalmente explorando a confiança. A personificação de usuários legítimos, o uso de credenciais vazadas e o abuso de permissões excessivas estão entre os vetores mais comuns de incidentes. Em um modelo de VPN tradicional, uma vez que o atacante obtém credenciais válidas e passa pelo MFA, ele ganha acesso à rede interna com a mesma amplitude do usuário legítimo. A partir daí, pode realizar movimentação lateral, buscar dados sensíveis e comprometer servidores críticos. O Zero Trust reduz esse risco ao aplicar verificação contínua e privilégio mínimo em cada etapa da sessão.

A diferença fundamental está na validação de cada solicitação. No Zero Trust, o simples fato de ter se autenticado não garante acesso irrestrito. Cada tentativa de acessar um novo recurso dispara uma nova avaliação de política, que considera o comportamento recente do usuário, a postura do dispositivo e o contexto da conexão. Se um diretor financeiro tenta acessar um servidor de engenharia pela primeira vez, o sistema pode negar o acesso e emitir um alerta para a equipe de segurança. Se uma conta de analista tenta baixar um volume incomum de dados, a sessão pode ser interrompida automaticamente. Essa capacidade de conter o impacto de uma conta comprometida é um dos maiores argumentos a favor do Zero Trust em comparação com uma VPN convencional.

Segue um resumo dos ataques baseados em confiança e o correspondente controle no Zero Trust:

Vetor de ataque Risco na VPN tradicional Mitigação no Zero Trust
Credenciais comprometidas Acesso amplo à rede após autenticação Privilégio mínimo e verificação por recurso
Movimentação lateral Rede interna alcançável após invasão do túnel Microssegmentação isola cargas de trabalho
Personificação de dispositivo Foco apenas na autenticação do usuário Validação contínua do dispositivo e da postura
Abuso de permissão Acesso acumulado sem revisão periódica Acesso just-in-time e revisões automáticas

Implementar esses controles exige mais do que tecnologia. Requer uma cultura de verificação sistemática e uma revisão constante das políticas de acesso. Muitas organizações descobrem, durante a migração, que usuários possuem permissões acumuladas ao longo de anos, sem necessidade real. O processo de limpeza desses privilégios é essencial para que o Zero Trust entregue seu potencial de segurança. Na JRT Technology Solutions, conduzimos auditorias de identidade e acesso que revelam essas inconsistências e aplicam políticas de menor privilégio de forma automatizada. Esse trabalho de base é o que diferencia uma implantação bem-sucedida de um projeto que apenas troca a VPN por um proxy sem mudar a lógica de confiança.

Outro aspecto relevante é a resposta a incidentes. Em um ambiente VPN clássico, quando um incidente é detectado, a resposta costuma envolver a revogação de credenciais e a desconexão de túneis, mas a movimentação lateral já pode ter ocorrido. No Zero Trust, a própria arquitetura limita o impacto, e os logs de cada solicitação de acesso fornecem evidências valiosas para a investigação. A integração com SIEM e SOAR permite automatizar respostas, como bloquear um dispositivo específico ou exigir reautenticação com biometria. Nossos especialistas utilizam automação com IA para correlacionar eventos de identidade, rede e endpoint, reduzindo o tempo de detecção e resposta de horas para minutos. Esse é um ganho concreto que a decisão entre VPN ou Zero Trust pode trazer para a operação de segurança.

O alerta do browser: por que o Zero Trust não pode terminar na borda

Uma das discussões mais importantes do mercado em 2026, levantada pela SC Media no artigo Zero Trust ends at the browser, é que o modelo Zero Trust frequentemente termina na borda do navegador. Isso significa que, embora a política de acesso valide usuário, dispositivo e sessão antes de liberar uma aplicação, o ambiente dentro do navegador continua vulnerável a scripts de terceiros, extensões maliciosas e vazamento de dados. O alerta é relevante: se o Zero Trust controla apenas o acesso, mas não o que acontece depois que a página é carregada no navegador do colaborador, dados sensíveis podem ser expostos a atores não autorizados. Para profissionais de TI, isso adiciona uma camada de complexidade na escolha entre VPN ou Zero Trust, pois a segurança não termina na autenticação.

O problema dos scripts de terceiros é particularmente crítico em aplicações corporativas que utilizam tags de marketing, analytics, chat online e CDNs externos. Cada um desses scripts executa código no contexto da página e pode ler informações exibidas na tela, incluindo dados de clientes, códigos internos e detalhes de transações. Um script comprometido — ou um fornecedor com práticas inseguras — pode transformar uma aplicação legítima em um vetor de exfiltração de dados. O Zero Trust no nível de rede ou de identidade não enxerga esse fluxo, porque ele ocorre inteiramente no browser. Por isso, a SC Media defende uma extensão do Zero Trust para o ambiente de execução do navegador, com isolamento de scripts, políticas de permissão e monitoramento do comportamento da página.

As soluções para esse desafio incluem browser isolation, Content Security Policy (CSP), gerenciamento de extensões e monitoramento de sessão no client-side. O browser isolation executa a página em um ambiente remoto e envia apenas pixels para o dispositivo do usuário, impedindo que scripts maliciosos alcancem o endpoint. A CSP limita quais domínios podem carregar scripts na aplicação, reduzindo a superfície de ataque. O gerenciamento de extensões bloqueia plugins desnecessários que podem capturar dados da tela. Já o monitoramento de sessão no lado do cliente detecta comportamentos anômalos, como um script tentando acessar campos de formulário ou enviar dados para um domínio desconhecido. Na JRT Technology Solutions, implementamos essas camadas complementares ao Zero Trust para garantir que a segurança não termine na autenticação, mas se estenda até o conteúdo executado no navegador.

Esse alerta também reforça a necessidade de uma abordagem de segurança em camadas. A decisão entre VPN ou Zero Trust não deve ignorar o fato de que, em ambos os modelos, o navegador é um ambiente de execução crítico. Uma VPN que permite acesso a uma aplicação web também expõe o usuário aos mesmos scripts de terceiros. A diferença é que, no Zero Trust, há mais pontos de controle para aplicar políticas de proteção ao navegador, como integração com CASB e SWG. Isso não significa que o Zero Trust resolva tudo automaticamente, mas que a arquitetura oferece mais interfaces para estender a proteção. Nossos especialistas utilizam plataformas integradas que visam a aplicação, o navegador e o conteúdo, oferecendo uma visão unificada de risco.

A lição prática é clara: ao planejar uma migração para Zero Trust, inclua o browser no escopo desde o início. Avalie as aplicações quanto à dependência de scripts de terceiros, revise as permissões de extensões nos dispositivos corporativos e implemente políticas de CSP e isolamento de navegador para as aplicações mais sensíveis. Na JRT Technology Solutions, desenvolvemos soluções com automação de infraestrutura com IA que identificam automaticamente scripts de terceiros em aplicações web e classificam seu nível de risco, acelerando a implantação de controles sem interromper a operação. Esse olhar integrado é o que diferencia um projeto de segurança maduro de uma simples troca de tecnologia de acesso.

Arquitetura híbrida: combinando VPN e Zero Trust sem ruptura

A pergunta “VPN ou Zero Trust?” raramente exige uma resposta excludente. A maioria das empresas maduras opera em um modelo híbrido, no qual o Zero Trust cobre as aplicações web e a VPN atende a nichos específicos de conectividade. O relatório da Success Knocks enfatiza que a escolha inteligente não é eliminar a VPN, mas limitá-la a casos onde a conectividade de camada 3 é insubstituível. Essa visão pragmática evita o risco de uma migração abrupta que deixe sistemas críticos inacessíveis ou quebre fluxos de trabalho de engenharia. A JRT Technology Solutions adota exatamente esse princípio: coexistência controlada, com governança central e plano de migração progressivo.

Uma arquitetura híbrida típica é composta por quatro camadas principais:

  1. Camada de identidade: provedor de identidade com MFA obrigatório, acesso condicional e verificação contínua para todos os usuários, independentemente do método de acesso.
  2. Camada de acesso a aplicações web: plataforma ZTNA ou proxy de identidade que conecta usuários a aplicações específicas sem expor a rede interna, cobrindo a maioria dos colaboradores.
  3. Camada de acesso à rede segmentada: VPN de camada 3 restrita a grupos técnicos, com split tunneling, segmentação por função e monitoramento de sessão privilegiada.
  4. Camada de conectividade entre redes: VPN site-to-site ou SD-WAN para interligar escritórios, plantas industriais e ambientes de nuvem privada, com inspeção de tráfego nos limites.

Na prática, um colaborador administrativo acessa o sistema de RH por meio do ZTNA, sem túnel e sem exposição à rede interna. Um engenheiro de redes, por outro lado, utiliza uma VPN segmentada, autenticada no mesmo provedor de identidade e sujeita às mesmas políticas de verificação condicional. O service desk gerencia tudo a partir de um único painel, com visibilidade de quem acessou o quê, quando e de qual dispositivo. Essa integração reduz a fragmentação de ferramentas e melhora a experiência do usuário final. Na JRT Technology Solutions, implementamos esse modelo com plataformas líderes de mercado, garantindo que a transição seja gradual e sem impactos para a operação.

O benefício mais evidente da arquitetura híbrida é a redução imediata da superfície de ataque. Ao mover a maioria dos usuários para o Zero Trust, a empresa deixa de depender de um concentrador VPN exposto para cada colaborador remoto. Apenas um grupo reduzido e tecnicamente qualificado mantém acesso de camada 3, sob monitoramento intenso. Isso diminui a probabilidade de exploração de vulnerabilidades do concentrador e limita o impacto de credenciais comprometidas. Ao mesmo tempo, os sistemas legados continuam funcionando, preservando o valor dos investimentos existentes. Nossos especialistas utilizam esse conceito para entregar ganhos rápidos de segurança sem exigir uma revisão completa de toda a infraestrutura de rede.

Outro ponto importante é a adaptação gradual. Migrar para Zero Trust de uma só vez pode sobrecarregar a equipe de TI e gerar resistência dos usuários. O modelo híbrido permite que cada aplicação migre no ritmo adequado, com testes de usabilidade e validação de segurança em cada etapa. A VPN permanece como rede de contingência durante a transição, reduzindo o risco de indisponibilidade. Na JRT Technology Solutions, conduzimos migrações em fases, começando por aplicações de baixa sensibilidade e avançando para sistemas críticos conforme a equipe interna ganha confiança. Esse método reduz o atrito e garante que a adoção do Zero Trust seja sustentada por métricas de desempenho e segurança ao longo do tempo.

Tendências de mercado: aquisições, criptografia pós-quântica e o futuro do Zero Trust

O ecossistema de segurança está em plena consolidação, e os movimentos de mercado de outubro de 2026 confirmam essa tendência. A aquisição da Information Security Corporation pela SAIC, anunciada em 5 de outubro de 2026, coloca em evidência a demanda por capacidades de Zero Trust, criptografia pós-quântica e proteção de dados em ambientes governamentais e de defesa. O negócio sinaliza que o acesso remoto seguro deixou de ser uma commodity de infraestrutura para se tornar um componente estratégico de segurança nacional. Para profissionais de TI corporativa, essa movimentação reforça a importância de planejar a longo prazo e escolher fornecedores que invistam em inovação contínua, não apenas em conectividade pontual.

A criptografia pós-quântica merece atenção especial. Com o avanço da computação quântica, os algoritmos de criptografia assimétrica usados hoje em túneis VPN e em protocolos de identidade podem se tornar vulneráveis. A aquisição da ISC pela SAIC inclui justamente competências nessa área, indicando que governos e grandes integradores já estão se preparando para um cenário de ameaça quântica. Para as empresas, isso significa que a decisão entre VPN ou Zero Trust precisa considerar a agilidade criptográfica da solução. Plataformas que permitem atualizar algoritmos de criptografia sem substituir toda a infraestrutura terão vantagem competitiva nos próximos anos. Na JRT Technology Solutions, avaliamos constantemente a prontidão pós-quântica das tecnologias que recomendamos, garantindo que os investimentos de nossos clientes permaneçam seguros no longo prazo.

Outra tendência relevante é a convergência entre VPN e Zero Trust dentro das plataformas de borda. O artigo do iTWire destaca que soluções como o Cloudflare Access utilizam os mais de 310 data centers de borda da empresa para transformar cada ponto de presença em um gate de Zero Trust. Isso elimina a necessidade de concentradores centralizados e aproxima a política de segurança do usuário, reduzindo latência e melhorando a experiência. O Twingate, por sua vez, adota uma abordagem centrada em identidade que substitui o “escritório em um túnel” por conexões diretas e granulares. Ambas as soluções mostram que o futuro não é a extinção da VPN, mas a incorporação de seus princípios bons — criptografia forte, conectividade resiliente — em arquiteturas mais inteligentes e distribuídas.

A automação com IA também está transformando a operação do acesso remoto. Sistemas de Zero Trust modernos utilizam aprendizado de máquina para detectar padrões anômalos de acesso, ajustar dinamicamente a exigência de autenticação e responder a incidentes em tempo real. No service desk, bots e fluxos automatizados resolvem a maior parte dos chamados de acesso, liberando os analistas para tarefas de maior valor. Na JRT Technology Solutions, desenvolvemos soluções com gestão de TI e service desk integradas a plataformas de segurança, criando um ciclo completo que vai da identificação do risco à resolução do incidente. Essa integração reduz custos operacionais e aumenta a maturidade de segurança sem exigir uma expansão desproporcional da equipe.

Por fim, a regulamentação e a conformidade seguem pressionando as organizações a modernizar o acesso. Leis de proteção de dados, normas setoriais e requisitos de auditoria cada vez mais exigem a capacidade de demonstrar controle granular sobre quem acessa dados sensíveis. O Zero Trust oferece trilhas de auditoria mais ricas e políticas mais precisas, facilitando a demonstração de conformidade. A VPN tradicional, com seus logs de túnel genéricos, muitas vezes não atende aos requisitos modernos de auditoria. Esse fator regulatório tem acelerado a adoção de Zero Trust em setores como saúde, finanças e governo. Nossos especialistas utilizam esses critérios para orientar a decisão entre VPN ou Zero Trust, sempre alinhados às obrigações de conformidade de cada cliente.

Conclusão: VPN ou Zero Trust é uma decisão de arquitetura, não de ferramenta

A jornada pelo debate VPN ou Zero Trust deixa uma lição central: a escolha não é entre uma tecnologia e outra, mas entre uma arquitetura de confiança implícita e uma arquitetura de verificação contínua. A VPN corporativa continua sendo a melhor opção para conectividade de camada 3, sistemas legados, redes industriais e links site-to-site, como evidenciado pela análise da Success Knocks. O Zero Trust, por sua vez, se consolida como padrão para aplicações web, acesso de terceiros e ambientes de nuvem, com validação contínua e privilégio mínimo. Empresas maduras não escolhem um dos lados; elas combinam os dois, com governança centralizada e políticas consistentes de identidade e acesso.

Os eventos de outubro de 2026 reforçam que a segurança de acesso remoto está em transformação acelerada. A aquisição da ISC pela SAIC mostra que Zero Trust e criptografia pós-quântica são prioridades estratégicas em ambientes de defesa. O alerta da SC Media sobre o navegador lembra que a segurança não termina na autenticação — ela precisa se estender ao conteúdo executado no endpoint. O comparativo do iTWire demonstra que até as VPNs de nova geração estão incorporando princípios de Zero Trust. E a ColorTokens evidencia que a confiança implícita é o primeiro alvo dos atacantes. Nesse contexto, a JRT Technology Solutions atua como parceira estratégica, ajudando empresas a navegar essa transição com método, segurança e foco em resultados.

Nossa recomendação para gestores de TI é iniciar por um inventário de cargas de trabalho e uma avaliação de maturidade de identidade. Classifique as aplicações em web, legadas e de conectividade entre redes. Aplique o Zero Trust onde ele entrega mais valor, mantenha a VPN segmentada onde ela é insubstituível e implemente um modelo híbrido com monitoramento contínuo. Na JRT Technology Solutions, implementamos exatamente esse caminho, com projetos de acesso remoto seguro que reduzem a superfície de ataque, melhoram a experiência do usuário e simplificam a operação do service desk. Nossos especialistas utilizam automação com IA para acelerar a migração e garantir que cada etapa traga benefícios mensuráveis de segurança e eficiência.

Se a sua empresa está avaliando a decisão entre VPN ou Zero Trust, não precisa percorrer esse caminho sozinha. A JRT Technology Solutions desenvolve, implementa e oferece suporte a soluções completas de acesso remoto seguro, combinando o melhor das duas arquiteturas para atender à realidade do seu negócio. Fale com nossos especialistas e descubra como transformar a segurança de acesso em uma vantagem competitiva — com método, tecnologia e o suporte contínuo de quem entende a operação de TI corporativa de ponta a ponta.

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Thiago Paes Rodrigues

Com mais de 22 anos de experiência em Tecnologia da Informação, este profissional construiu uma trajetória sólida como empresário, atuando de forma estratégica na implementação de soluções tecnológicas que otimizam processos e impulsionam resultados em diferentes setores.