Resumo de chips e semicondutores (11/10): TSMC recorde com IA, RISC-V em xeque, Intel LGA1700 em 2027
O domingo foi movimentado no mundo de chips e semicondutores. A TSMC reportou um salto de 50% na receita do terceiro trimestre, atingindo um recorde de US$ 46,7 bilhões puxado pela demanda de IA, enquanto a ASML se prepara para divulgar seus resultados em 14 de outubro. Do lado dos litígios, a disputa entre Qualcomm e Arm caminha para o veredito do júri, e uma decisão judicial em Delaware colocou o RISC-V sob escrutínio.
Na frente de plataformas, surgem sinais de que a Intel pode manter o soquete LGA1700 vivo com suporte a DDR4/DDR5 até 2027, a Qualcomm projeta smartphones rodando LLMs de 100 bilhões de parâmetros até 2028, e a NVIDIA segue no centro das atenções com ferramentas de overclock e novas tecnologias de geometria. Para gestores de TI, o recado é claro: o ciclo de renovação de infraestrutura está sendo redefinido pela IA.
Destaques do dia
- TSMC bate recorde de US$ 46,7 bilhões em receita no Q3, alta de 50% ano a ano, impulsionada por IA.
- Júri do caso Qualcomm x Arm retorna na próxima semana; juiz de Delaware desqualifica o valor atual do RISC-V.
- BIOS da Gigabyte sugere que a Intel manterá o LGA1700 com DDR4/DDR5 até 2027.
- Qualcomm projeta smartphones capazes de rodar LLMs de 100B parâmetros até 2028, mas ignora gargalos de DRAM.
- MSI Afterburner desbloqueia controles ocultos de GPUs NVIDIA.
TSMC: receita recorde impulsionada por IA
A TSMC reportou receita de US$ 46,7 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Pulse 2.0. O resultado é o maior já registrado pela fabricante e foi atribuído diretamente à demanda por aceleradores de IA, que consomem volumes crescentes de capacidade em nós avançados.
O desempenho reforça a posição da TSMC como gargalo e ao mesmo tempo como habilitadora central da economia de IA. Para profissionais de TI, isso indica que a pressão sobre capacidade de fabricação continua intensa — o que tende a manter prazos de entrega e preços de GPUs e aceleradores sob tensão nos próximos trimestres. Vale acompanhar os números da ASML em 14 de outubro, que devem confirmar ou não essa tendência de investimento em litografia avançada.
Qualcomm e Arm: disputa contratual e o futuro do RISC-V
O júri do caso entre Qualcomm e Arm deve retornar na próxima semana após as deliberações, segundo o The Economic Times. A disputa contratual tem implicações diretas sobre licenciamento de arquiteturas e pode afetar o roadmap de chips para smartphones, notebooks e dispositivos de borda.
Em paralelo, um juiz de Delaware concluiu que o RISC-V é “basicamente sem valor” no estágio atual, segundo o Wccftech, reforçando que Arm e x86 seguem como as únicas arquiteturas relevantes em escala comercial. É uma leitura dura para uma ISA que acumula anos de hype: para empresas avaliando plataformas de longo prazo, o recado é que apostas exclusivas em RISC-V ainda são prematuras fora de nichos embarcados.
Qualcomm: smartphones com LLMs de 100B parâmetros até 2028
O CEO da Qualcomm, Cristiano Amon, afirmou que smartphones capazes de rodar LLMs de 100 bilhões de parâmetros de forma contínua podem chegar até 2028, segundo o Wccftech. A declaração, no entanto, não abordou dois obstáculos centrais: fornecimento e custo de DRAM.
O próprio veículo aponta que o maior gargalo para modelos densos em dispositivos móveis é a memória, e que dificilmente o patamar de 16 GB será ultrapassado em breve. Para o mercado corporativo, isso significa que inferência pesada de IA continuará ancorada em nuvem e servidores no curto e médio prazo — com notebooks e smartphones atuando como clientes leves, não como substitutos de infraestrutura.
Intel: LGA1700 com DDR4/DDR5 pode chegar até 2027
Uma BIOS da Gigabyte sugere que a Intel prepara um chip para o soquete LGA1700 com suporte a DDR4 e DDR5 com lançamento previsto para 2027, segundo o Google News. A informação, ainda não confirmada oficialmente, indica uma extensão incomum do ciclo de vida da plataforma.
Se confirmado, o movimento tem apelo direto para o mercado corporativo: permite reaproveitar placas-mãe e módulos DDR4 em novas compras de CPU, reduzindo o custo total de renovação de desktops e estações de trabalho. Vale acompanhar anúncios oficiais antes de travar decisões de compra.
NVIDIA: overclock, controles ocultos e nova geometria
O overclocker Vince “KINGPIN” Lucido revelou que a NVIDIA tentou forçar o uso de um único conector de energia na RTX 3090 Ti KINGPIN, o que, segundo ele, comprometeu o cronograma de produção da placa, de acordo com o Wccftech. A declaração joga luz sobre tensões históricas entre fabricantes e parceiros de overclock em torno de especificações de potência.
Em outra frente, o MSI Afterburner desbloqueou controles ocultos de GPUs NVIDIA, segundo o Tbreak UAE — útil para equipes que fazem tuning fino em workstations de renderização e treino de modelos. A NVIDIA também divulgou o RTX Mega Geometry, conforme sua própria página, sinalizando evolução nas técnicas de geometria para cargas gráficas pesadas.
AMD: eGPU, correção de crash e limites do overclock
O ROG Xbox Ally X alcançou 151 FPS em Cyberpunk 2077 usando uma eGPU Radeon RX 9070 XT com geração de quadros, segundo o TweakTown — um indício de que soluções externas ganham tração em cenários de mobilidade. A AMD também confirmou que planeja uma correção para crashes da linha Radeon, com data apontada em suas próprias tabelas para 20 de julho, conforme o MIXED Reality News.
Do lado menos positivo, um teste de estresse de memória RAM resultou na destruição dos contatos de um processador Ryzen 7 9800X3D, segundo o GameGPU. O relato serve de alerta para equipes que fazem benchmarks agressivos em hardware de produção.
Resumo em tabela
O que isso significa para empresas
A receita recorde da TSMC e o crescimento de 50% confirmam que a cadeia de chips e semicondutores está sendo reorientada pela IA. Na prática, isso significa que aceleradores gráficos e CPUs com NPUs dedicadas vão concentrar a oferta dos fabricantes, com reflexos diretos em prazos de entrega e preços. Empresas que planejam renovar servidores ou workstations para cargas de IA devem antecipar pedidos e negociar contratos de fornecimento de médio prazo, em vez de comprar sob demanda.
O sinal da Intel sobre LGA1700 até 2027, se confirmado, dá fôlego a estratégias de atualização mais econômicas em desktops corporativos, reaproveitando memória DDR4. Já a projeção da Qualcomm sobre LLMs locais em smartphones deve ser lida com cautela: sem avanço no fornecimento de DRAM, a inferência pesada continuará sendo tarefa de servidores e nuvem. A JRTX Technology Solutions apoia empresas na avaliação dessas decisões — do dimensionamento de infraestrutura para IA e virtualização à escolha de plataformas de notebook e workstation com melhor custo-benefício no ciclo atual.
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