Cloudflare Cache atualização: Zstandard, Pingora e edge computing
A Cloudflare Cache atualização chegou com um conjunto de mudanças que vai muito além de um simples ajuste de TTL ou de regras de cache. Estamos falando de uma evolução estrutural no coração da CDN: a Cloudflare prototipou compressão interna de objetos com Zstandard e Pingora, anunciou otimizações de memória que liberaram 100 terabytes na infraestrutura do resolver 1.1.1.1 e ampliou as capacidades do Cloudflare Images com controle fino de Cache-Control na edge. Para profissionais de infraestrutura, SREs e desenvolvedores que operam serviços na internet, entender essa atualização é entender como reduzir latência, cortar custos de origem e aumentar a eficiência do cache sem necessariamente provisionar mais hardware.
O contexto é claro: a Cloudflare, Inc. (NYSE: NET), fundada em 2009, opera uma rede global com presença em mais de 300 cidades e mais de 100 países, roteando aproximadamente 1 em cada 5 requisições HTTP da internet. Seu AS, o AS13335, é um dos maiores autonomous systems do mundo. Em 2026, com a pressão crescente por eficiência energética, custos de armazenamento em datacenter e latência cada vez menor para aplicações distribuídas, otimizar o cache na borda deixou de ser uma boa prática e virou uma obrigação competitiva. A Cloudflare respondeu a isso com mudanças profundas no plano de dados e no plano de controle do cache.
Historicamente, o cache da Cloudflare evoluiu de um simples armazenamento de respostas HTTP nos PoPs para uma arquitetura em camadas com Tiered Cache, Cache Reserve baseado em R2, roteamento inteligente com Argo Smart Routing e otimizações automáticas de performance como Polish, Rocket Loader e Early Hints. Agora, a atualização adiciona compressão interna com Zstandard, explora o proxy Pingora — o substituto em Rust do nginx na infraestrutura Cloudflare — e aplica otimizações de layout de memória no cache DNS do 1.1.1.1, o que aumenta a capacidade de resolução e reduz o custo por consulta. Tudo isso com impacto direto em cache hit ratio, egress de origem e consumo de storage.
Neste post técnico, vamos detalhar o que mudou, como funciona a arquitetura de cache da Cloudflare, o impacto do Zstandard e do Pingora, comparar a Cloudflare com Akamai, Fastly e AWS CloudFront, e mostrar um passo a passo de configuração e monitoramento. Também vamos abordar o impacto específico para empresas brasileiras, considerando latência regional e requisitos da LGPD, e como a JRT Technology Solutions implementa e gerencia Cloudflare para clientes corporativos. Se você administra sites, APIs ou aplicações distribuídas, este guia é para você.
Ao final, você terá uma visão clara de como a Cloudflare Cache atualização pode ser explorada na prática, quais configurações rever e como monitorar os resultados. Vamos começar pelo changelog oficial dos anúncios e manutenções programadas.
O que aconteceu: changelog da Cloudflare Cache atualização
A Cloudflare Cache atualização recente é composta por três frentes principais, alinhadas com os anúncios oficiais do blog e changelogs da Cloudflare. A primeira, e mais impactante, vem da pesquisa “How we could save petabytes of cache storage with Zstandard and Pingora”: a equipe de engenharia prototipou compressão dentro do cache da Cloudflare usando Zstandard (Zstd) no proxy Pingora, com o objetivo de armazenar mais objetos no mesmo hardware. A segunda frente é a otimização do cache DNS do 1.1.1.1 — projeto apelidado internamente de Big Pineapple — que, por meio de cinco otimizações de layout de memória em Rust, reduziu o consumo por entrada em 56% e liberou cerca de 100 TB de memória em toda a frota. A terceira frente é a evolução do Cloudflare Images, que passou a aceitar renderização de texto, assinatura de URLs, filtros por metadados e controle explícito de Cache-Control via Workers Cache.
Além dessas mudanças, a Cloudflare também anunciou novos recursos de segurança e automação, como o Adaptive Intelligence para bots, o Managed Defense com OpenAI Daybreak e o BotBase for Operators. Embora não sejam diretamente relacionados ao cache, esses lançamentos reforçam a estratégia da Cloudflare de tratar performance e segurança como uma única superfície de controle na edge. Em paralelo, as manutenções programadas nos datacenters de DUB (Dublin) e AMS (Amsterdam) entre 8 e 11 de setembro de 2026 alertam para possível re-roteamento de tráfego e aumento temporário de latência, o que pode afetar o cache edge em regiões europeias.
Veja o changelog resumido da Cloudflare Cache atualização:
O destaque editorial vai para o protótipo de compressão com Zstandard, porque ele ataca diretamente um dos maiores custos operacionais de uma CDN: espaço em disco. Quando você multiplic
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